Kubernetes virou sinônimo de 'infraestrutura séria', mas para boa parte dos projetos ele adiciona complexidade operacional antes de ser realmente necessário. A pergunta certa não é 'Kubernetes é melhor?', é 'meu estágio atual justifica o custo de operar Kubernetes?'.
Se seu time tem poucos desenvolvedores e nenhuma pessoa dedicada a infraestrutura, o custo de aprender e manter Kubernetes costuma superar o benefício nesse estágio — Docker Compose ou um PaaS gerenciado tendem a resolver melhor.
Quando Docker Compose é suficiente
- Uma aplicação roda bem em um único servidor (ou poucos)
- Não há necessidade de auto-scaling automático baseado em carga
- O time não tem alguém dedicado a operar infraestrutura
- Deploys acontecem com baixa frequência ou downtime curto é aceitável
Quando Kubernetes compensa
- Múltiplos serviços precisam escalar de forma independente
- Há exigência real de alta disponibilidade com failover automático
- O time já tem experiência operacional com o ecossistema (ou orçamento para um serviço gerenciado como EKS/GKE/AKS)
- A empresa já opera em múltiplos ambientes/regiões com necessidade de orquestração consistente
Na prática, muitos projetos migram para Kubernetes cedo demais, copiando a arquitetura de empresas muito maiores. Adiar essa migração até o problema aparecer de verdade costuma ser a decisão mais barata.